Estrada com chuva vista de dentro de um veículo
(Artigo escrito no âmbito do Programa de Segurança Rodoviária “Rota ZERO”, uma parceria entre a Cartrack Portugal e a SEGEF Frotas)
As condições climatéricas adversas continuam a ser uma das principais causas de agravamento da sinistralidade rodoviária em Portugal, com impacto direto na segurança dos condutores e na eficiência das frotas automóveis. Chuva intensa, nevoeiro ou piso escorregadio não são fenómenos excecionais, mas aumentam significativamente o risco de acidentes, sobretudo quando não existe uma gestão preventiva do risco rodoviário.
No Programa de Segurança Rodoviária “Rota ZERO”, a Cartrack Portugal e a SEGEF Frotas assumem o compromisso de apoiar empresas e gestores de frota na redução da sinistralidade, através de informação prática, boas práticas de gestão e utilização inteligente de dados.
Índice de Conteúdos:
Porque as condições meteorológicas aumentam o risco rodoviário nas frotas
O mau tempo não provoca acidentes por si só, mas reduz a margem de erro dos condutores. Quando chove ou há nevoeiro, a diminuição da aderência ao piso e da visibilidade obriga a decisões mais exigentes em termos de velocidade, distância de segurança e travagem. Quando estas decisões não são ajustadas às condições reais da estrada, o risco aumenta de forma exponencial e a gravidade das consequências.
Para as empresas com frota automóvel, este risco traduz-se em consequências humanas, operacionais e financeiras, afetando a continuidade do negócio, os custos de exploração e a reputação da organização. A segurança rodoviária deve, por isso, ser encarada como uma prioridade estratégica da gestão de frotas.
O que dizem os dados da sinistralidade rodoviária em Portugal
Em 2023, considerando o critério internacional de vítimas mortais até 30 dias após o acidente – o critério “a 30 dias” -, registaram-se em Portugal 642 vítimas mortais. Este valor é significativamente superior ao número apurado pelo critério das 24 horas – o critério “a 24h”, 479 vítimas mortais, frequentemente utilizado na comunicação pública.
A diferença entre critérios evidencia a importância de uma análise correta dos dados de sinistralidade rodoviária. Para os gestores de frota em Portugal, utilizar métricas alinhadas com os padrões europeus é essencial para avaliar corretamente o risco, definir prioridades de gestão e justificar investimentos em prevenção e tecnologia.
Principais erros e fatores de risco em condições climatéricas adversas
A velocidade não adaptada às condições da via continua a ser um dos principais fatores de risco, mesmo quando os limites legais são respeitados. A distância insuficiente para o veículo da frente, travagens tardias, manobras bruscas e a condução em nevoeiro como se a visibilidade fosse normal agravam a probabilidade de acidente.
Velocidade “legal” pode ser velocidade insegura. Em piso molhado e com visibilidade reduzida, a pergunta não é “estou dentro do limite?”. A pergunta deve ser: se algo acontecer à frente, consigo parar e manter controlo?
A estes fatores juntam-se viaturas mal preparadas, nomeadamente ao nível dos pneus, escovas limpa-vidros, iluminação e sistemas de desembaciamento, bem como a pressão de tempo e decisões de chefia que não deixam margem para uma condução defensiva.
Impacto dos acidentes na operação e nos custos da frota
Um acidente rodoviário tem impactos que vão muito além do momento do sinistro. Do ponto de vista humano, podem ocorrer lesões graves ou mortes. Operacionalmente, surgem viaturas imobilizadas, atrasos, necessidade de replaneamento e falhas no serviço ao cliente.
Financeiramente, os custos incluem reparações, franquias, agravamento dos prémios de seguro, substituição de viaturas e um conjunto de custos indiretos, como perda de produtividade e impacto reputacional.
Investir na prevenção é, comprovadamente, mais eficaz do que gerir as consequências.
O papel da telemetria na prevenção da sinistralidade
Embora o clima não seja controlável, a empresa pode controlar vários fatores críticos.
A conformidade do veículo, a definição de regras claras de Go / No-Go, o planeamento de rotas e a criação de margens de tempo realistas são decisões de gestão fundamentais.
A telemetria permite monitorizar comportamentos de risco, identificar eventos críticos de condução (travagem / curva / velocidade) e apoiar uma melhoria contínua baseada em dados. Mais do que uma ferramenta de controlo, é um instrumento de segurança rodoviária, formação e alinhamento entre condutores e chefias.
O mau tempo é inevitável; o risco não. Telemetria não é “para punir”: é para identificar risco, corrigir, treinar e repetir.
Exemplo prático de regras Go / No-Go para chefias:
| Situação | Decisão / controlo |
| Go | Condições adversas moderadas + viatura conforme + plano de rota + margem de tempo. |
| Go com reforço | Chuva intensa / nevoeiro localizado: rota alternativa, mais pausas, briefing, redução de velocidade esperada. |
| No-Go / adiar / reprogramar | Visibilidade muito reduzida, aviso meteorológico severo, ocorrência local crítica, condutor fatigado, viatura não conforme (pneus/escovas/luzes). |
Boas práticas de condução segura em chuva e nevoeiro
Medidas simples e concretas fazem uma grande diferença. Uma verificação rápida do veículo antes da viagem (uma checklist de 60 segundos), a adaptação da velocidade às condições da estrada e do tempo, o aumento da distância de segurança e uma condução suave reduzem significativamente o risco. A análise de quase-incidentes e dos dados de condução permite ainda identificar padrões e atuar preventivamente.

Conduzir com nevoeiro
Segurança rodoviária começa na gestão da frota
A velocidade segura é a que permite manter o controlo do veículo. Na chuva, a distância é a melhor proteção. Em situações críticas, parar, adiar ou reprogramar uma viagem é uma decisão profissional e responsável. A liderança tem um papel determinante na criação de uma cultura de segurança rodoviária. As regras Go / No-Go existem para serem cumpridas.
Quer reduzir a sinistralidade e aumentar a segurança da sua frota automóvel?
A combinação entre políticas claras de gestão de frotas, liderança ativa e soluções de telemetria permite reduzir riscos, proteger pessoas e controlar custos operacionais. No âmbito do Programa “Rota ZERO”, a Cartrack Portugal e a SEGEF Frotas apoiam as empresas na implementação de estratégias eficazes de segurança rodoviária.
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