Close-up de pneu
O apoio a empresas e gestores de frota na redução da sinistralidade, através de informação prática, boas práticas de gestão e uso inteligente de dados, é o compromisso central da Cartrack Portugal e da SEGEF Frotas com o Programa de Segurança Rodoviária “Rota ZERO”.
Na gestão quotidiana, importa recordar que um veículo em movimento não é sinónimo de um veículo seguro. Embora se pense habitualmente, tanto na gestão de frotas como no uso particular, que se o motor arranca e o veículo circula, então está tudo bem. No entanto, a realidade é bem distinta.
Pequenas degradações – nos pneus, travões, direção, iluminação ou visibilidade – raramente dão sinais claros. Até ao dia em que se transformam numa avaria, numa paragem inesperada ou, no pior cenário, num sinistro rodoviário.
Por isso, é importante mudar a perspetiva: manutenção crítica não é apenas um custo.
É um investimento com retorno direto.
Um veículo em bom estado:
Ou seja, segurança e eficiência caminham juntas.
Índice de Conteúdos:
· Sinistralidade rodoviária: o risco não depende só do comportamento
· Onde as empresas perdem dinheiro sem se aperceberem
· Os 7 pontos críticos do estado do veículo
· O que implementar já na sua frota
· Cultura de reporte: a regra que salva vidas
· Segurança e eficiência: duas faces da mesma decisão
(Artigo escrito no âmbito do Programa de Segurança Rodoviária “Rota ZERO”, uma parceria entre a Cartrack Portugal e a SEGEF Frotas)
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Embora os acidentes tenham múltiplas causas, a sinistralidade é multifatorial, os defeitos técnicos e a má manutenção continuam a ter um peso relevante, sobretudo em veículos comerciais e operações intensivas.
Estudos europeus (1) indicam que:
Ao mesmo tempo, a União Europeia continua a discutir o reforço das inspeções técnicas periódicas, demonstrando que este tema permanece no topo das prioridades regulatórias.
Um veículo degradado tem impacto direto nos custos operacionais da organização. Na prática, este tende a:
Consequentemente, indicadores críticos como TCO, custo por quilómetro, consumo médio, disponibilidade e dias de imobilização são negativamente afetados. E tudo isto acontece, muitas vezes, sem que a empresa se aperceba da origem do problema.
Existem componentes onde pequenas falhas podem ter grande impacto na segurança e na eficiência:
Folgas, amortecedores desgastados, rótulas e casquilhos degradados conduzem a menos estabilidade, maior desgaste de pneus e menos previsibilidade em manobras de emergência.
Luzes fracas ou desalinhadas reduzem a visibilidade noturna e aumentam o risco, especialmente em chuva/nevoeiro.
Escovas gastas e líquido insuficiente no limpa-vidros parecem ser um detalhe, mas em chuva intensa tornam-se um fator crítico.
Em Portugal, a IPO é um marco importante e obrigatório (3), com custos e regras definidos, mas é apenas uma verificação em momentos específicos.
Nas frotas, o essencial é garantir uma gestão diária segura entre inspeções, com rotinas internas de controlo.
Em resumo, esperar pela IPO não é uma estratégia de manutenção.

Disco de travão
Rotina de 3 níveis. Simples boas práticas podem gerar impacto imediato em operações
Check diário (2-3 minutos)
Check semanal (10-15 minutos)
Check mensal ou trimestral
Pequenas rotinas evitam grandes problemas.
Cultura de reporte: a regra que salva vidas
Na segurança rodoviária laboral existe um princípio simples: se há um defeito crítico, o veículo não pode sair.
Entre os sinais que exigem imobilização imediata estão:
Adiar o problema por mais uma semana pode ter consequências graves.
A manutenção crítica é uma das raras áreas onde reduzir risco significa, simultaneamente, reduzir custo.
O verdadeiro desafio não é conhecer as boas práticas. O desafio é criar rotina, disciplina e cultura operacional dentro das organizações.
Se tiver de começar por apenas uma ação, escolha esta: implemente um check diário simples e um processo rápido de reporte. Porque a maioria das falhas graves dá sinais. Mas apenas para quem os procura.
A Cartrack Portugal e a SEGEF Frotas apoiam empresas na criação de operações mais seguras, eficientes e orientadas por dados.
Fale connosco e descubra como reduzir a sinistralidade e o TCO da sua frota.
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Notas:
(1) Estudo do Parlamento Europeu sobre implementação do “roadworthiness package”, ou seja, defeitos técnicos/má manutenção associados a acidentes, especialmente em mercadorias. Consultar em europa.eu.
(2) Indicadores da Comissão Europeia de desgaste de pneus e referência aos 1,6 mm. Consultar em Energy Efficient Products.
(3) Serviço “Levar o carro à inspeção” (IPO) no Portal do Governo (Portugal). Consultar em Gov.pt.